Alimentos Funcionais


ALIMENTOS FUNCIONAIS: NUTRIÇÃO PARA O CORPO, REGULAÇÃO E COMBATE A DOENÇAS

Em constante aperfeiçoamento, os estudos relacionados a alimentos funcionais também podem mudar de tempos em tempos. Por isso, o processo de avaliação de seus efeitos precisa ser realizado por um profissional da nutrição de maneira contínua.
No Brasil, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Saúde criou resoluções que determinam, entre outros fatores, aquilo que é de fato funcional – além de diferenciá-los dos suplementos alimentares e herbais.
Mesmo assim, o conceito de alimento funcional segue sem uma definição específica. De acordo com a Anvisa, são todos aqueles que exercem ou possuem ação funcional comprovada cientificamente: Ômega 3, carotenoides, fibras alimentares, fruto-oligossacarídeo (FOS), psillium, quitosana, fitosteróis, probióticos, proteína de soja e polióis. O que hoje não é considerado alimento funcional pode, após evidências científicas suficientes, receber essa designação.
Ômega 3 e a regulação dos triglicerídeos
É um dos ativos com propriedades funcionais mais conhecido. Graças aos ácidos graxos da família Ômega 3, alimentos ricos nesse nutriente estão relacionados à prevenção de doenças cardiovasculares, câncer e artrite reumatoide. É também fonte de pesquisas voltadas à endometriose e está presente na semente de linhaça, na sardinha conservada em óleo, em nozes cruas, nos óleos de canola, soja, milho e girassol; além do salmão, entre outros.
Carotenoides e os radicais livres
Pigmentos alaranjados, amarelos, roxos e vermelhos presentes em plantas, algas e bactérias, os carotenoides já foram identificados em mais de 750 espécies. Destes, entre 30 a 40 estão disponíveis para consumo humano. Entre os mais populares destacam-se o β-caroteno e o licopeno; além da luteína e β-criptoxantina. A ingestão de carotenoides está associada à capacidade antioxidante das células e preventiva de alguns tipos de câncer, além de atuar contra doenças crônicas e combater a degeneração muscular. Está presente em maior concentração em frutas, hortaliças, verduras e legumes, como tomate, melancia, goiaba vermelha, cenoura, mamão, rúcula, abóbora e couve.
Proteína de soja e menopausa
Graças às isoflavonas, essa leguminosa destacou-se nos últimos anos por sua relação com a prevenção e o tratamento de vários quadros patológicos. Entre eles, uma pequena redução no risco de câncer do trato gastrintestinal e diminuição dos níveis de LDL-c e colesterol, que tem relação direta com as ondas de calor associadas à menopausa. As isoflavonas são encontradas na farinha de soja texturizada, na proteína isolada de soja (PIS) e no tofu.
As doses diárias variam e os estudos que podem auxiliar na tomada de dados ainda precisam ser aprofundados para garantir as porções exatas. Por isso, é necessário basear a decisão no diagnóstico nutricional e de saúde geral, pois consumos inadvertidos não são associados à ausência de doenças.