Fontes De Vitamina A


Artigos / sábado, novembro 19th, 2016

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A vitamina A é um grupo de compostos que têm um papel importante na saúde da visão, crescimento ósseo, reprodução, divisão celular, diferenciação das células (em que uma célula se torna parte do cérebro, musculo, pulmão, sangue ou outro tecido especializado.
A vitamina A ajuda a regular o sistema imunitário, que por sua vez ajuda a prevenir ou a combater infecções fabricando glóbulos brancos que destroem bactérias e vírus nocivos.
A vitamina A promove a saúde da barreira protectora dos olhos, do sistema respiratório, urinário e do tracto intestinal sem a qual se torna mais fácil a entrada de bactérias nocivas no organismo. Ajuda então a pele e as mucosas na sua função como barreira protectora contra agentes externos nocivos.
No geral existem duas categorias de vitamina A, a de origem vegetal e a de origem animal.
A vitamina A de origem animal é designada de Vitamina A pré-formada. Ela é absorvida na forma de retinol, uma das formas mais aproveitadas pelo organismo. Pode ser encontrada no fígado, leite inteiro, e nalguns alimentos fortalecidos.
A vitamina A de origem vegetal, proveniente de frutos e vegetais de cor amarela, alaranjada, vermelha e verde é designada de carotenóide de provitamina A. Este é transformado pelo organismo em retinol. As formas mais comuns de carotenóides contidas nos alimentos vegetais são o beta-caroteno, alfa-caroteno e beta-criptoxantina. Entre estes o beta-caroteno é o mais eficientemente transformado em retinol pelo organismo. O alfa-caroteno e a beta-criptoxantina são também convertidos em vitamina A mas apenas com metade da eficiência do beta-caroteno.
Dos 563 carotenóides identificados, menos de 10% podem ser transformados em vitamina A pelo organismo. O licopeno, luteína e zeaxantina são carotenóides não transformáveis em vitamina A pelo organismo mas que têm outras propriedades benéficas ao organismo.

Onde encontrar a Vitamina A?
O retinol pode ser encontrado em alimentos de origem animal, tal como os ovos, leite inteiro e fígado. É muitas vezes adicionada vitamina A ao leite desnatado (meio-gordo ou magro) de forma a compensar a que lhe foi retirada no processo de desnatação. Alimentos tais como cereais de pequeno-almoço fortalecidos também fornecem vitamina A. Os carotenóides de provitamina A são abundantes nos alimentos vegetais de cor mais escura.
A carência de vitamina A pode ocorrer quando esta é perdida através de diarreia crónica e na presença de doenças no pâncreas, fígado e intestinos. A incapacidade de digerir e absorver gorduras pode significar um risco acrescido de carência.
A deficiente ingestão de Proteínas, calorias e zinco é muitas vezes acompanhada da deficiência de vitamina A. Estes nutrientes são necessários no fabrico de certas proteínas que por sua vez transportam a vitamina A. Assim sendo a deficiente ingestão de proteínas, calorias e zinco limita a capacidade do organismo de transportar a Vitamina A do fígado para os tecidos em que faz falta. A deficiência de ferro pode também afectar o metabolismo da Vitamina A.
O consumo excessivo de álcool esgota a reservas de vitamina A do organismo. Torna-se então importante que pessoas que consumam excessivas quantidades de álcool incluam boas fontes desta vitamina na sua alimentação. Não se recomendam suplementos desta vitamina a pessoas que abusem do álcool porque o seu fígado pode ser mais susceptível aos efeitos tóxicos provocados por doses elevadas desta vitamina. Convém consultar o médico para que este possa determinar a necessidade ou não de tomar um suplemento.
A cegueira noturna é um dos sinais de deficiência de vitamina A.
Os vegetarianos que não consomem ovos e lacticínios necessitam de carotenóides de provitamina A de forma a prover as suas necessidades de vitamina A. Devem ingerir no mínimo 5 doses de fruta ou vegetais diariamente dando preferência aos de cor verde escura, laranja e amarela.